Estado conseguiu fechar o ano passado com saldo positivo de 3,27% – admissões menos demissões – contra 3,11% do Brasil
Para um ano que começou sob a ameaça de desemprego em massa, 2009 fechou com bons números o balanço do emprego com carteira assinada. Santa Catarina teve saldo positivo de 3,27% (diferença entre contratações e demissões), acima da média nacional, de 3,11%. Segundo os dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2009, o saldo foi de 51.014 empregos.
Mas se a avalição do desempenho do ano é boa, na comparação com 2008 a situação se inverte. Naquele ano, o saldo foi de 73.906 vagas, o que representa uma queda de 31%. O resultado de 2009 também foi o quarto pior dos últimos 10 anos.
Em dezembro, por razões como entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas e esgotamento da bolha de consumo no final de ano, o comportamento do emprego em Santa Catarina teve uma queda de 1,5%, com o fechamento de 24,5 mil vagas de trabalho.
Comércio e serviços foram os setores que mais se destacaram na geração de emprego ao longo do ano passado. O comércio teve aumento de 5,79% e serviços de 5,47%. A construção civil também teve um bom desempenho, com aumento de 4,93%.
Para o presidente da Federação do Comércio de SC (Fecomércio), Bruno Breithaupt, o comércio é a porta de entrada do consumo e, em 2009, houve melhora na renda das famílias brasileiras, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, realizada em Florianópolis.
A pesquisa apurou que 59,10% dos 500 entrevistados afirmaram que a renda aumentou em 2009 em relação ao ano anterior. Com mais renda, os consumidores gastam mais para comprar aquilo que precisam.
Como o comércio tem uma gama muito grande de produtos, desde mercadorias de R$ 1,99 até as mais caras, sentiu este aumento de renda em todas as classes.
– O setor de serviços cresceu também na esteira deste aumento da renda. Isso porque depois de comprar um ar condicionado, por exemplo, o consumidor precisa contratar alguém para instalar o equipamento. Por isso, os serviços estão em segundo lugar no aumento de emprego – justifica.
Thaís Barbosa de Oliveira, de 18 anos, se beneficiou deste aumento no emprego do comércio. Estagiária numa agência de viagens, terminou o período de trabalho temporário em abril do ano passado. Mas não ficou muito tempo sem emprego.
– Logo fui numa agência de emprego e em dois dias consegui uma vaga. Estou trabalhando como vendedora no box 25 do Mercado Público de Florianópolis desde então. É meu primeiro emprego com carteira assinada e estou bem satisfeita – conta.
O aumento de renda ajudou o comércio a empregar mais e, consequentemente, o setor de serviços também. Se alguém compra um ar-condicionado, por exemplo, precisa de alguém para instalar.
Fonte: Jornal Diário Catarinense